EUA emite ordem de prisão para hackers supostamente responsáveis ​​pelo ataque a Minerworld

O caso da empresa acusada de pirâmide financeira com Bitcoin no Brasil, Minerworld, pode ter uma reviravolta inesperada.

Uma série de documentos compartilhados com o Cointelegraph revelou que a Justiça Federal dos EUA emitiu uma ordem de prisão para os hackers que teriam atacado a exchange na qual a empresa possuía conta.

A trama, digna de cinema, envolve o Serviço Secreto dos EUA, o Departamento do Tesouro Americano, a Justiça Federal dos EUA, a Rússia, uma possível conexão entre os hackers e a Coréia do Norte, além de algumas das maiores exchanges de criptomoedas do mundo, como Poloniex, Binance, Gemini.

Além disso, ao que tudo indica envolve a Minerworld, empresa brasileira alvo da Polícia, acusada de golpe  e que cujo o bloqueio das moedas impactou milhares de pessoas em todo o Brasil.

O Caso

A partir de agosto de 2017, dois russos, Danil Potekhin e Dmitrii Karasavidi, passaram a criar uma campanha de phishing, direcionada a exchanges de criptomoedas globais.

Por meio desta campanha de phishing Potekhin que consiste na criação de vários domínios da web que imitavam os endereços virtuais das exchanges de criptomoedas.

Essa tática, conhecida como spoofing, explora a confiança dos usuários da Internet em empresas e organizações conhecidas para obter suas informações pessoais de forma fraudulenta. 

Desta forma, quando os clientes acessaram os sites falsificados de Potekhin e inseriram suas informações de login, Potekhin e seus cúmplices roubavam suas credenciais de login e ganhavam acesso ilícito as contas dos clientes. 

Os invasores então empregavam uma variedade de métodos para roubar as criptomoedas dos clientes entre eles um esquema de manipulação de mercado no qual uma moeda virtual era comprada a preço baixo, e depois os hackers usavam os saldos dos clientes para comprar essa moeda, aumentando o preço bruscamente e dando falsa impressão de alta.

Quando outros clientes começavam a adquirir a moeda, os hackers começavam a vender rapidamente por um preço mais alto, liquidando as posições. Tudo isso com o dinheiro dos clientes que tinham tido suas contas invadidas. 

Enquanto Potekhin orquestrava os ataques, Karasavidi  era responsável por “lavar” as moedas adquiridas nos ataques em uma conta em seu nome. 

Ele tentou ocultar a natureza e a origem dos fundos transferindo-os de maneira sofisticada e em camadas por meio de várias contas e vários blockchains

“As ações de Potekhin e Karasavidi ressaltam a crescente ameaça que as instituições financeiras globais enfrentam dos cibercriminosos, que empregam uma variedade de esquemas para lucrar às custas de suas vítimas”, declarou o Departamento do Tesouro dos EUA.

Fonte: https://cointelegraph.com.br/news/exclusive-us-issues-arrest-warrant-for-hackers-responsible-for-attacking-minerworld

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