Estudo revela criptomoedas com melhores custo-benefício

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Bitcoin e as altcoins chegaram à academia. Prova disso é que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou um estudo recentemente sobre as principais criptomoedas do mercado.

A pesquisa foi conduzida pela professora Beatriz Mendes, do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da UFRJ (Coppead). Na pesquisa, o Coppead analisou e classificou os seis criptoativos com melhor retorno do mercado.

O objetivo era identificar quais moedas digitais apresentam a melhor performance em termos de custo/benefício.

Além disso, o estudo apontou os modelos financeiros de análise estatística que podem se aplicar aos retornos e preços das criptomoedas.

Modelagem estatística

Conforme noticiou o portal 1 Bilhão na terça-feira (17), os pesquisadores analisaram as séries históricas do Bitcoin, Ethereum, Ripple, Litecoin, Stellar e Monero. Além disso, também foi analisado o comportamento do euro.

O estudo foi realizado entre agosto de 2015 e janeiro de 2020. No período, essas seis criptomoedas juntas representavam cerca de 77,4% da capitalização de mercado.

De acordo com Mendes, o trabalho é o primeiro a usar um conjunto abrangente de abordagens de modelagem estatística.  

E um dos modelos utilizados foi o GARCH, uma análise que identifica a volatilidade nas tendências macroeconômicas. Segundo Mendes, esse modelo também pode capturar bem as volatilidades das criptomoedas. 

Interdependência

Outro ponto que o estudo abordou foi a força da interdependência no mercado de criptoativos. Nesse sentido, a professora explicou que essa força aumentou nos últimos anos:

“É um mercado cointegrado que, em épocas de crise, pode-se mostrar altamente correlacionado, com quedas extremas simultâneas sendo medidas por correlações em torno de 0,75”, explicou.

Já no que diz respeito à possível formação de bolhas especulativas, o estudo confirmou que as sequências de retornos positivos (drawups) não caracterizam esse fenômeno.

Além disso, mostrou que a soma dos ganhos consecutivos superou a soma das perdas consecutivas.

“Embora a magnitude dos drawdowns (e drawups) fossem menores para o Bitcoin, elas eram de 10 a 20 vezes maiores do que os valores observados para o euro”, disse Mendes.

A professora também comentou que as criptomoedas analisadas apresentaram importante episódios de drawups simultâneos.

Impacto da Covid-19

Por fim, o estudo abordou os impactos do coronavírus sobre as criptomoedas analisadas. Após a queda de 61% observada em março, os preços se estabilizaram de forma aleatória.

Entretanto, os novos patamares foram inferiores aos alcançados em 2017.

“É interessante observar que, apesar da ocorrência de um retorno negativo atípico de março/2020, o retorno acumulado no primeiro semestre de 2020 é positivo para todas as criptomoedas, exceto XRP. Enquanto foi negativo e significativo em 2019/2 [segundo semestre de 2019] para todos as criptomoedas. Por exemplo, para Bitcoin e Ethereum os retornos acumulados de um semestre foram, respectivamente, 27,4% e 74,7% em 2020/1. E -32,4% e -56,1% em 2019/2”, explicou.

Resultados

Os resultados do estudo foram publicados no Journal of Risk and Financial Management. Eles permitem que os investidores gerenciem seus riscos.

Ao mesmo tempo, podem identificar oportunidades de investimentos mais rentáveis.

“O ‘crypto-mercado’ ainda está na sua infância, mas cresce rapidamente, com suas ‘crypto-moedas’ mais importantes apresentando estatísticas em níveis bastante parecidos com aqueles apresentados por moedas/ativos reais negociados nos mercados maduros”, conclui a pesquisadora.

Fonte: https://www.criptofacil.com/estudo-revela-criptomoedas-com-melhores-custo-beneficio/
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