Empresário desenvolve sistema de mineração na nuvem, só que em vez de Bitcoin, ele minera diamantes

O empresário multimilionário Dale Vince desenvolveu um sistema de mineração na nuvem, mas não de Bitcoin ou criptomoedas e sim de diamantes.

E, se o negócio já parece estranho, pode ficar ainda mais pois no caso de Vince, quando ele diz nuvem ele não que dizer mineração em servidores remotos, mas literalmente nas nuvens que vemos no céu.

Agora se você imaginou pesadas máquinas de mineração flutuando no céu não é bem isso que Vince está fazendo embora ele goste de chamar seus diamantes de “feitos de céu”.

O que o empresário desenvolveu foi um sistema que produz diamantes, aquela pedra preciosa extremamente cara, a partir de água e energia extraída a partir de uma “instalação de mineração do céu”, localizada na cidade de Stroud, na Inglaterra.

Atmosfera

O que ocorre no sistema de Vince é que ele extrai dióxido de carbono (gás de efeito estufa) da atmosfera, coleta a água da chuva e utiliza energia elétrica obtida a partir da energia eólica e energia solar para fazer seus diamantes.

E não estamos falando de diamantes falsos mas de diamantes legítimos e verdadeiros.

Isso ocorreu porque o diamante surge na natureza através do carbono sob muita pressão, portanto o princípio é, basicamente simple, basta pressionar o carbono em uma pressão alta e você terá legítimos diamantes em um ‘piscar de olhos, enquanto natureza leva bilhões de anos para fazer um.

Essa foi a ideia de Vince.

“Fazer diamantes com nada mais do que o céu, com o ar que respiramos – é uma ideia mágica e evocativa – é a alquimia moderna. Não precisamos minerar a terra para ter diamantes, podemos minerar o céu”, disse Vince ao jornal britânico The Guardian.

Vince declarou que espera produzir cerca de 200 quilates por mês utilizando o gás carbônico (cerca de 40 gramas), e quer aumentar para 1000 quilates (200 gramas) ao mês, futuramente.

Produzir 200 gramas de diamante pode parecer pouco mas segundo o Serviço Geológico do Brasil, esta quantidade representa hoje algo em torno de US$ 50 milhões, ou seja, nada mal para algo extraído da ‘sujeira’ do céu.

Reserva de valor e Bitcoin

Contudo o projeto de Vince abre uma discussão importante sobre ativos como reserva de valor.

Embora o diamante não seja usado como reserva de valor global como o ouro seu valor é muito mais alto que o do metal precioso pois sua extração é muito mais complicada e ele tende a ser mais raro na natureza.

Porém soluções como a de Vince retratam que as reservas de valor baseadas em ativos naturais podem não ser tão escassas como se pensava e, no caso dos diamantes, se muita gente passar a produzi-los em algum momento o preço cairá.

O mesmo ocorre com o ouro que embora tenha um suprimento supostamente limitado novas jazidas são descobertas praticamente a cada ano.

Recentemente mais de 540 milhões de toneladas de minério, contendo uma estimativa de 40 milhões de onças troy de ouro com teor médio é de 2,3 gramas de ouro por tonelada de minério, foram “descobertas” nas reservas de Sukhoi Log na Sibéria, segundo a mineradora Polyus.

Caso a revelação da empresa russa seja verdadeira as reservas de Sukhoi Log passam a ser as maiores do mundo.

Enquanto “novo ouro” é descoberto todo dia e diamantes podem ser feitos de ‘nuvem’ no caso do Bitcoin é o inverso: a cada dia há menos Bitcoins para serem minerados e, não haverá nunca a descoberta de “novos bitcoins” além do suprimento estimado no código de 21 milhões.

Segundo dados do portal Coindance 18,565,718.75 Bitcoins já foram minerados, desta forma, no momento da escrita há apenas 2,434,281.3 Bitcoins para serem descobertos.

Com uma taxa, pós-halving, de 900 Bitcoins minerados por dia, no momento da escrita, 88.408% dos Bitcoins possíveis de existir já foram descobertos.

Fonte: https://cointelegraph.com.br/news/entrepreneur-develops-mining-system-literally-in-the-cloud-but-instead-of-bitcoin-he-mines-diamond

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